o espaço das minhas coisas

Segunda, 20 de Janeiro Variedades por Eduardo Passaia

Reflexão de Eduardo Passaia

Cultura sem Robertos, Gilbertos, Goebdels ou Stalins.

Este evento grotesco protagonizado pelo demitido secretário da cultura, Roberto Alvim, serve para levantarmos várias pautas a serem discutidas. Todas com boa relevância e urgentes para definirmos de vez o caminho que queremos pro Brasil em questõds comoa cultura.

Vejamos por exemplo a questão já abordada dos efeitos danosos de uma polarização populista de extremos, com fanáticos que se satisfazem com qualquer bobagem dita pelos líderes em questão.

Temos a imprensa que, como já escrevi em outros textos, já resolveu pelo lado que vai "apoiar", seja por má conduta ou pelo simples fato da maioria desconhecer totalmente o que está acontecendo. Presidentes e seus representantes citarem assassinos como Che, Stalin, Fidel, Maduro e tantos outros nunca feriram a vergonha dos brasileiros tanto quanto Goebbels. Pra mim, não existe diferença entre as ideias, apenas que Che, Stalin e os outros, juntos assassinaram muito mais que os nazistas.

Outro ponto importante é sobre a tão falada guerra cultural, que evidentemente existe, e que pende totalmente para a massificação cultural e escolar da esquerda. São décadas de ilimitada doutrinação em escolas, universidades, peças, filmes, música e por aí vai, sem que houvesse qualquer indignação da sociedade doutrinada. 

A minha pergunta é: o remédio para tudo isto é termos a mesma dose do veneno no sentido contrário? Alguém realmente acredita que décadas de doutrinação planejada serão anuladas com verborragia barata? Com o lenga lenga cultural ofuscando o bom trabalho em áreas sérias como economia, segurança pública, infra estrutura, agricultura, o controverso meio ambiente, direitos humanos…

O próprio governo tem levantado polêmicas desnecessárias em nome desta guerra, não que não se deva entrar em bolas divididas, mas não vislumbro sequer um único projeto da esquerda que não seja o anti bolsonarismo e são estas polêmicas que fazem a esquerda ter palco, ter visibilidade, algo que não teria sem as mesmas.

"A grande lei da cultura é esta: deixar que cada um se torne tudo aquilo para que foi criado capaz de ser"

- Thomas Carlyle -.

Agora a pauta mais interessante, e que foi deixada de lado no início do governo por conta de pressões, é a questão da necessidade ou não de uma secretaria ou ministério da cultura, que como se viu até hoje, acaba sendo escritório ideológico do governo de plantão. Até onde o Estado deve se meter com a cultura? Do mesmo jeito que o tresloucado Alvim deixou claro que a cultura seria usada em agenda pró governo Bolsonaro, sabemos que a cultura foi usada pró governos anteriores. Isto não é correto, principalmente que parte destes absurdos são custeados com dinheiro que deveria estar empregado na educação, saúde e na segurança do povo brasileiro. 

A cultura é a maior expressão de seu povo e não de seu Estado, do governo da hora ou de políticos populistas sejam eles de qualquer bandeira ideológica.

A maior benfeitoria para a cultura brasileira é o Estado se afastar dela, deixar que ela encontre seu mercado, encontre seu caminho, seus desafios e conquiste seus apoiadores, seus fãs, independente da grana pública para que realmente se fortaleça, sem subterfúgios que simplesmente jogam um véu sobre a verdadeira viabilidade desta cultura. Com a injeção de dinheiro público, com a decisão de quem merece ou não receber esta grana, temos um apartheid cultural logo no filtro inicial, separando a partir do julgamento de burocratas iluminados, quem terá a chance ou não de ser artista bancado por todos nós.

Que tal deixarmos a cultura andar com suas pernas, sem Gilbertos, sem Robertos, sem Stalins e sem Goebbels?

Eduardo Passaia

Consultor de empresa na área de tecnologia, turismólogo e liberal.

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